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A
CULINÁRIA ANGSTRONIANA NOS TEMPOS DO CÓLERA
Como
o combinado, volto à este conceituado jornal (o único da região Sudoreste
a falar sobre grastonomia). }
A culinária Ångstroniana é muito carregada sobre o ponto de vista da pimenta.
Não há meios termos. Ou ela é muito apimentada, ou não é comida Ångstroniana.
Quando dela se esperimenta, ou se espimenta (e aí deicho à todos os leitores
que me leiem, este trocadílio infame), há a sençação de ter recebido uma
tropa cérvia inteira no estôgamo. Junte-se à cerveginha, impressindível,
para o acompanhamento de tais pratos, e aí é só gazes. Bom para dias chuvosos
ou para aqueles nos quais não sequer compania. Mas é péscimo para a camada
de osônio que encobertam o nosso lindo pranêta.
Os pratos Ångstronianos devem ser cervidos quentes, mas somente depois
de esfriados à temperatura da fusão do gelo que, para quem não sabe (eu
sei porque leio muito) é menos 4 graus Kelvin Klein. Isso cerve também
para matar os vibrião da cólera.
As pessoas que os querem desgostar, devem ir ao acampamento de férias
mais próscimo e pedir ao shef (é o indivíduo que sujere os cardápio, num
restaurante) de prantão, pois é de suas mãos que, por tradição secular
até mesmo milharar , deve-se de recebêlos. No sélebre Livro
dos Monkeys, da estinta civilisação Atrântica, há referênsias sobre a
utilisação da culinária Ångstroniana antes de grandes batalhas. Ou quando
as sogras e cuinhados iam passar temporadas na casa dos respequitivos
jenrros e cuinhados.
Mas não se ilurda: vai pagar muito caro por um prato, como, por exempro,
o de "Abobrinhas ao STRUFF", que nada mais são do que rodelinhas de sarção
refugadas ao alho e óleo disel, recheadas com finas tiras cruas de carne
de súino - a de cabra é a melhor - e cobertas pelo molho bichamel, preparado
anteriormente, dois meses antes. Para criar os bichos. Ah! não se esquecendo-se,
poréim, as abobrinhas, que podem ser de qualquer tamanho ou prossedênsia.
É elas que darãm gosto e atraênsia ao prato.
O preço desta delícia (que uns dizem ser uma porcaria - eu não concordo,
pêlo contrário) aí encima é de mais ou menos dois salários mínimos: um
pro restaurante e o outro pro médico. Há convênios, entertranto, que rezam
em suas cráusulas que o dinheiro empregnado na conta total - restaurante
e hospital - podem serem abatidos nos impostos, assim que a pessoa deiche
a UTI e consiga procurar por seus direitos. Ou esquerdos, nos casos de
cainhotos.
Há faquições na área médica que se demonstrão totalmente aversas à este
tipo de alimentação. Teses contraditórias e algumas muito reveladoras
dão conta de que as diversas combinassões entre vegetais e chumbo, grãos,
brotos e arruelas, molhos picantes e replicantes (que é mais picante ainda,
pois vem do plicles) com o "plate de résistance" Ångstroniano que são
as carnes mais moles do focinho de jacarés ou de servídeos, pode ser substâncialmente
perigosas para as estranhas (que, para quem não sabe, é os intistinos,
que ficão no abredôme dos humanos).
Uma amiga nossa, colaboradora e Ångstroniana-maníaca, lembrou-me que há
diferensas entre as diverças carnes. Eis uma delas. Abre aspa:
" Lagarto é a carne bovina, de boi, vaca ou similar, que se compra
no açogue. Agora, Largato é o bicho." Fecha aspa.
Intereçante, não?
Por fim, quero deichar bem claro aqui que, talves, eu vou dar um curso
desta culinária, desconhecida para os ossidentais e ossobucais. Só falta
achar local apropiado, pois todos nós sabemos que sem fogão, panela, ingrerdientes
adeqüados e um ambiente tronquilo, não se fas boa comida, não é? Aos que
se inscrever no curso, não se esqueça de levar a sangria. É bom pro sangue.
Bejinhos, bicotas Ångstronianas e foliados de gorgonzolla, até uma prósxima.
Eu, Toni Q'éloguis, direto da minha cosinha esperimental da minha própia
casa.
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