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A Revolução de 32 e Mococa A data de 9 de julho é muito significativa para os paulistas. Celebra a luta de um povo na defesa de sua liberdade contra a opressão política e na defesa de uma constituição que servisse ao interesse coletivo. Houve uma revolução. O professor Carlos Alberto Paladini, autor de Assim Nasceu Mococa, escreveu sobre aqueles tempos: “Homens e mulheres (de todas as classes sociais) se uniam na prestação de um fecundo serviço de assistência, distribuídos pelas várias comissões de cooperação – comissões organizadas nos setores de transporte, de alimentação, de confecção de fardas, de serviços de policiamento, de comunicação e de alistamento”. Nos dias 14 e 29 de julho partiram para a frente de combate as duas primeiras turmas de voluntários mocoquenses. A cidade, localizada próxima da divisa com Minas Gerais viveu intensa mobilização. Conta o professor Paladini: “Foi ocupada pelas tropas federais no dia 31 de agosto, depois de intensos combates travados com as tropas constitucionalistas – representadas pela Companhia de Governo da Alta Araraquarense, sob o comando do capitão Elpídio Silveira, e pelo batalhão Francisco Glicéiro - em Canoas, Córrego Raso e Igaraí. Sob o domínio das tropas mineiras o pânico tomou conta da população que, em grande número, abandonou a cidade. A ocupação foi, porém, de curta duração; pouco tempo depois as forças paulistas retomaram a cidade, que voltou a suas atividades normais, respirando paz e segurança. No dia 29 de setembro de 1932, os revolucionários paulistas, insuficientes para resistir à pressão do inimigo (que era em maior número), depuseram as armas – depois de uma dura e sofrida resistência. Entretanto, Mococa, com sua participação corajosa e com o sangue de seus filhos Benedito Ribeiro, Domingos Giglio e Roque Pezzo – que tombaram nos campos de luta em defesa dos ideais de São Paulo – marcou sua presença nas páginas da História da Revolução Constitucionalista”. Edgard Freitas, cronista daqueles tempos – deixou-nos Mococa 100 anos de história - assumira responsabilidades quanto ao policiamento da cidade e ainda a redação da Gazeta de Mococa, que passou a ter edições diárias. Edgard mal completara 17 anos de idade quando presenciou o comício promovido pela comissão de alistamento, e escreveu: “... o livro de registro de voluntários, ali aberto, foi tendo as suas páginas preenchidas, não apenas pelo entusiasmo do momento, mas, também, e principalmente, pela convicção nascida na humilhação degradante de um governo ditatorial”. Mais tarde, em memória da revolução foi construída em Mococa a praça 9 de julho, em cujo centro erguido um monumento; o autor é o próprio professor Paladini. Bom é lembrar, no entanto, que o monumento encontra-se bastante danificado e merece, da parte do povo mocoquense, em nome da revolução e de sua história, ser restaurado e conservado. Leia
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