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depois da morte de Jesus os onze discípulos, escolhidos por Ele
- Judas já não fazia mais parte - várias mulheres,
entre elas Maria e os irmãos de Jesus, mantiveram-se unidos. Nos
Atos dos Apóstolos há o relato de uma assembléia
de seus seguidores: cerca de cento e vinte pessoas reunidas. Pedro levantou-se
e tomou a palavra, evocando Judas: “Ele era um dos nossos e teve
parte no nosso ministério”. Em seguida propôs que escolhessem
um substituto para o seu lugar. Dois foram indicados: José e Matias.
A assembléia orou pedindo inspiração ao Senhor e
por meio de uma espécie de sorteio Matias foi o escolhido para
ser incorporado aos outros onze apóstolos. Em breve na festa de
Pentecostes eles receberiam o Espírito Santo, que se apresentou
em forma de línguas de fogo. O primeiro batismo, o de João
Batista, que anunciava a vinda do Cristo, isto é, do Messias, foi
o batismo nas águas. O Espírito o foi pelo fogo. Os apóstolos
passaram a falar, quando pregavam, nas línguas dos ouvintes, que
se admiravam de tais fatos. Inspirados no gesto de Jesus, na última
ceia, os adeptos reuniam-se, oravam em conjunto e repartiam entre si o
alimento. Começaram a formar comunidades em que compartilhavam
seus bens. “Todos os fiéis viviam unidos e tinham tudo em
comum. Vendiam as suas propriedades e os seus bens, e dividiam-nos por
todos, segundo a necessidade de cada um” (Atos 2-44 e 45). A Bíblia
nos informa que não havia entre eles nenhum necessitado, todos
eram contemplados. Os apóstolos eram os responsáveis por
receber as doações, em cujos pés eram depositadas.
Essas comunidades religiosas primitivas (não eram ainda denominadas
cristãs), baseavam-se no princípio da igualdade, os membros
se chamavam de irmãos, e seguiam os ensinamentos de Jesus. Conviveram
com Ele, ouviram suas palavras, e a pregavam “cativando a simpatia
de todo o povo”. Pregavam para os próprios judeus, cujos
líderes os perseguiam. Vários apóstolos foram presos,
inclusive Pedro. Tiago, irmão de João, foi morto a espada
por ordem do rei Herodes. Mas as conversões só cresciam.
Em certo momento dos Atos dos Apóstolos lemos que a comunidade
dos seguidores de Jesus já contava com cinco mil homens. “A
multidão dos fiéis era um só coração
e uma só alma. Ninguém dizia que eram suas as coisas que
possuía: mas tudo entre eles era comum” (Atos 4-32). Formavam
uma comuna em que os bens ficavam sob a guarda dos apóstolos e
eram distribuídos conforme a necessidade. Os socialistas utópicos
do século XIX puseram em prática idéias tiradas diretamente
dessas comunas iniciais: de cada um conforme sua capacidade, a cada um
conforme sua necessidade. Naquele início os discípulos de
Jesus não eram ainda reconhecidos como cristãos; só
começaram a ser assim chamados mais tarde, quando passaram a pregar
para não judeus. Isso ocorreu em Antioquia por obra de Barnabé
e Saulo. Até aquele momento a pregação era dirigida
aos judeus nas sinagogas. A difusão dos ensinamentos para além
dos círculos judaicos, principalmente por Saulo de Tarso (Paulo),
é que deu origem ao cristianismo. Leia
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