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O parque ecológico cortado Plantei
mais duas árvores na frente da minha casa. Espero que sobrevivam.
Mococa precisa de muita árvore. Reportagem da semana passada neste
Jornal – Árvores... para um clima melhor - alerta-nos para
a baixa cobertura verde da cidade. De fato, para temperaturas tão
altas, tanto calor, é desejável um equilíbrio maior
entre edificações e vegetação. Sempre é
possível aumentar a quantidade de plantas. A reportagem cita o
Jardim Morro Azul como uma exceção dentre os bairros da
cidade. Verdade. Tem havido especial cuidado com essa questão por
parte dos moradores, cuja Associação, zela pelas praças
do bairro e pela imponente área verde, agora denominada Parque
Ecológico Morro Azul Maria Dias Barretto Figueiredo. Documento
elaborado pela Associação e assinado por seu presidente
Lourival Gonçalves Polizeli informa-nos das iniciativas ambientalistas
de moradores, bem como elenca os vários problemas que o bairro
enfrenta. Quatrocentas árvores nativas foram plantadas nas áreas
mais degradadas. Cerca de quarenta somente na área em frente à
minha casa, que dá vista para o Parque. Acrescentei ali, por minha
conta, mais seis mudas. Quem passa pela Rua das Amendoeiras, na altura
do número 500, pode constatar a mudança. As árvores
estão robustas e atraem animais, principalmente pássaros.
Tucanos são presenças constantes no local. Bem-te-vis também.
E gaviões e outros animais. Mas o documento da Associação
também constata os principais problemas que a preservação
inadequada provoca. O primeiro deles é o descuido com a própria
Lei Complementar n? 253 de 2 de março de 2007, que dispõe
sobre a criação e implantação do Parque Ecológico.
Sua conservação e administração, bem como
a preservação da fauna, da flora e dos recursos naturais
são responsabilidade do poder público. Outro problema elencado
no documento é a falta de cerca em quase toda a sua extensão.
E ainda falta calçada para os pedestres. E há erosões
junto às ruas que o margeiam, agravadas pelas fortes chuvas. Lixo
e entulho acumulam-se em alguns lugares. O documento ainda aponta a presença
de um invasor, que teria, inclusive construído no interior do Parque.
Invasões por eqüinos e bovinos também são comuns.
Já vi, mais de uma vez, cavalo comendo em lixeira. E falta segurança
no entorno, materializada por constantes atos de vandalismo perpetrados
por passantes. Mas, talvez, o principal problema seja a presença
de uma rua asfaltada, ligando os bairros Jardim Morro Azul e Colina Verde.
Isso é problema porque corta o Parque ao meio, o que contraria
a concepção da área de preservação.
Se bem entendi a lei que cria o Parque, esta não prevê o
acesso por rua naquele local. A concepção original do Morro
Azul não previa vários acessos, tanto que a maior parte
de suas ruas é fechada, permitindo tão somente trânsito
local. Concluindo: mesmo um bairro como o Jardim Morro Azul, bem arborizado
e cuidado, cujos moradores contribuem em alto grau,tem sérios problemas
ambientais a serem resolvidos. Leia
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