Voltar - Paulo Palladini

Padre Celso homenageado

Fui à sessão especial da Câmara Municipal, que homenageou o Lar Maria Imaculada, representado pela irmã Maria, o Padre Celso Abreu de Jesuz/ Obras Sociais da Paróquia Santa Luzia e o vereador Chico Enfermeiro com o Prêmio Madre Teresa de Calcutá. A honraria foi proposta pelo vereador Baisi, e deve premiar, anualmente, pessoas da comunidade mocoquense, que se destaquem pelo trabalho social. Sempre no aniversário da Madre de Calcutá, que ganhou o Prêmio Nobel da Paz, e nos deixou mensagens como esta: “Não são as grandes coisas que nos garantem o céu, mas as pequenas feitas com amor”. Em meu depoimento sobre Padre Celso, assim me expressei: “Madre Teresa de Calcutá simboliza, para o mundo contemporâneo, o ideal de amor cristão. E a expressão máxima desse amor, é o que nós chamamos de altruísmo; a bondade no seu sentido mais pleno. Portanto, nada mais justa e verdadeira a iniciativa da Câmara Municipal de Mococa, em homenagear Padre Celso Abreu de Jesuz. Numa linhagem que vem de Francisco de Assis até Madre Teresa, encontramos Padre Celso mergulhado nas grandes e pequenas causas sociais. O irmão que sempre estende a mão a outro irmão. Padre Celso, em meu nome, no nome de Ana e de toda a equipe de saúde mental, receba nosso grande abraço caloroso e fraterno. Aquele abraço!” Padre Celso é o pároco da Paróquia Santa Luzia, no populoso bairro da Cohab II. Lá nasceram as Obras Sociais, que ele preside com tanto desvelo. Foi esta entidade que acolheu em 2002 nossos projetos de saúde mental, em parceria com a Prefeitura Municipal. Se hoje dispomos de uma rede competente de serviços de atenção à saúde mental, tal sucesso se deve, em grande parte, ao apoio das Obras Sociais. O clima de liberdade interna, as relações hierárquicas horizontalizadas, a liderança serena de padre Celso, tudo isso contribui para o crescimento do projeto. Não me lembro de uma única idéia, que eu tenha levado até ele, e fosse rejeitada. Apoiou todas as propostas de ampliação da área de saúde mental que fizemos. Em nossos serviços as equipes têm total liberdade de trabalhar conforme suas convicções. Estimulamos o debate, o estudo, a livre troca de idéias. Uma sugestão é acatada por sua pertinência, não por causa da autoridade de quem a formula. Para mim tem feito muito bem trabalhar com as Obras Sociais da Paróquia Santa Luzia, presididas pelo Padre Celso. Ele ainda tem sob sua responsabilidade, entre outras, as duas casas-abrigo e a recém inaugurada Emaús, comunidade terapêutica destinada a adolescentes dependentes químicos. Tudo isso sem falar de suas responsabilidades como pároco e sacerdote numa das regiões de maior densidade demográfica da cidade. E onde se avolumam os grandes problemas também. A casa paroquial, onde Padre Celso mora, fica bem próxima da Igreja de Santa Luzia. Guarda o traçado original das casas simples, típicas do bairro. Apenas distingue-se das demais casas de trabalhadores do lugar pela imagem da santa no pequeno jardim. Ele não construiu ali uma casa, mas sim, uma reputação, uma referência, um lugar de acolhimento para as almas carentes. Ali é a casa do Padre. Todos sabem onde é e quem ele é. O Padre Celso Abreu de Jesuz.

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Paulo Palladini