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Indignação e cara-de-pau A semana foi das mais movimentadas, muitas coisas acontecendo e sendo noticiadas ao mesmo tempo. No mundo, no Brasil, na minha cidade, no meu bairro. A banda Filarmônica Mocoquense apresentou-se na Praça Ferdinando Giorgi, Jardim Morro Azul, onde moro: uma agradável manhã de domingo, os vizinhos todos ali, passeando com seus cachorros, num clima bem descontraído. Encontro pessoas que não vejo há muito tempo: uma se recupera de delicada cirurgia, outra conta que o filho terminou a faculdade (medicina), outra perdeu o cachorro em movimentada rua de São Paulo (no dia seguinte, felizmente, reencontrou-o). Enquanto conversamos a Filarmônica executa alguns números do seu repertório (centenário). Carlos Spina é o quinto maestro da banda fundada por Pedro Ângelo Camin em 1892, todos eles de origem italiana. Acho isso uma bela tradição. Mas a banda está ali por enfrentar dificuldades financeiras. Falta dinheiro na sua caixa. Encontro Antônio Ventura, diretor de Cultura do município, que confirma a falta de dinheiro. Pergunto da Casa da Cultura, cuja reforma está em fase final. Ele diz que o maior problema vai ser mobiliá-la e equipá-la. Difícil está o início da administração do prefeito Toni Naufel. Político e administrador experiente, penso que ele logo encontrará o jeito. Tenhamos um pouco de paciência. O Brasil sofreu um pequeno abalo com as notícias de Brasília e de algumas outras cidades. Refiro-me ao caso do Congresso Nacional e aos casos de pedofilia, que, parece, multiplicam-se em série. Não que um tenha a ver com o outro. O Senado descobre que tem pencas de cargos de direção, todos ocupados por indicação política dos nobres senadores. Incrível! Nenhum deles declarou saber algo a respeito. Todos,
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