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Caro
leitor, desejo-lhe um Feliz Natal, lembrando que esta data aponta sempre
para a possibilidade de um renascimento. Encerra-se um ciclo, abre-se
outro. O Ano Novo é o novo ciclo que se abre. Nascimento, morte,
renascimento. Completo este meu ciclo de modo muito positivo. Meus pais
estão bem em seus 83 anos de idade e minha mulher Ana continua
linda (mas não voltou a pintar). Meu filho Gustavo, publicitário,
trabalha na Área de Comunicação Social da Secretaria
de Saúde: faz o que mais gosta - design gráfico - e progride
no seu curso de pós-graduação. Minha filha Paula
começou neste ano sua vida profissional como psicóloga:consultório
psicológico junto comigo, trabalho voluntário na Paróquia
Santa Luzia, assistência no Caps-ad. Está tudo ótimo,
o balanço é altamente positivo. Eu trabalhei bastante, li,
ouvi muita música, toquei. A parceria, a qual coordeno, entre Obras
Sociais Santa Luzia e Poder Público Municipal, na área de
saúde mental, vai de vento em popa. Há dias recebemos a
autorização do Ministério da Saúde, para montarmos
mais um Caps em Mococa; esse destinado a portadores de transtornos mentais.
No mesmo dia foi apresentado em São Paulo o resultado do censo
de moradores de hospitais psiquiátricos no Estado. Há muita
gente internada ainda, que precisa ser resgatada. Nosso projeto já
se coloca à disposição da Secretaria de Saúde
para colaborar, implantando mais residências terapêuticas
na cidade. Existe abertura da Santa Casa para a efetivação
de leitos psiquiátricos ali; já temos leitos para desintoxicação
de dependentes químicos. E, logo em janeiro, quando nosso projeto
de saúde mental completará sete anos, faremos um grande
debate para a formação da rede municipal de saúde
mental. Estamos muito perto da auto-suficiência na área.
E contamos com todo o apoio do Padre Celso Abreu de Jesuz, nosso presidente.
Durante o ano, que ora termina, continuei produzindo textos para o jornal
A Mococa; dezoito anos de colaboração. Meu universo de leitores
se ampliou: envio artigos por e-mail para centenas de pessoas; Maciel,
semanalmente, abastece a Página de Idéias com artigos de
Todos os Cantos, que já atingiu o 284? número. Os mesmos
escritos estão também no meu blog: www.pc.palladini.zip.net.
Estou feliz com minha família, meu trabalho, minha escrita. Comecei
o ano fazendo uma relembrança de Manabu Mabe, o pintor de origem
japonesa, radicado em São Paulo, que incentivou Ana a pintar e
mandar notícias. Ele morreu em 1997. Ainda em janeiro falei de
São Francisco de Assis a partir dos livros de Leonardo Boff e Vitorio
Mazzuco, franciscanos com todas as letras e mais algumas. Em fevereiro
morreu Nelson Moreyra Barbosa, colaborador da imprensa e de quaisquer
outros projetos culturais. Sempre se podia contar com ele. Às vezes
era o solitário assistente de uma sessão da Câmara
Municipal. E não perdia nenhuma apresentação da Filarmônica
Mocoquense. Morreu e deixou saudade. Em junho registrei o lançamento
de Os Italianos em Mococa, justa homenagem do guardião da memória
mocoquense, professor Carlos Alberto Paladini, à famílias
italianas que ajudaram a construir a cidade. Um mês antes Carlinhos
Munhoz lançara o seu Mococa de todos os tempos. Nele estão
todas as fotos necessárias. Falei também de bossa nova,
Dorival Caymmi, atletas olímpicos e para-olímpicos e dois
artistas plásticos mocoquenses: Iran do Espírito Santo e
Euclides Coimbra. Por fim registrei a visita do amigo, militante do meio
ambiente, Valdo França. Como vê, leitor, um ano repleto de
realizações, sempre convém desejar. Leia
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