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Inauguramos,
nesta sexta-feira, o AIA – Ambulatório de Saúde Mental
da Infância e Adolescência. É mais um avanço
no sentido que venho apontando: tornar a cidade auto-suficiente nesse
campo. Lancei a idéia de um ambulatório especializado, que
foi prontamente acolhida pelo prefeito Toni Naufel e pela diretora de
saúde Eliana Mazucato Ferreira Pinto. Uma equipe entusiasmada pôs
as mãos na massa. Colaborei coordenando sua organização.
E o resultado aí está: uma gostosa casa na Rua Estébio
Ribeiro pronta para receber crianças, adolescentes e suas famílias.
Qualidade e afeto, técnica e atenção. Trata-se de
trabalho pioneiro na região; aliás, podemos contar nos dedos
de uma mão as cidades do porte de Mococa, que têm um serviço
assim. Se é que tem. Ele está preparado para atender qualquer
tipo de transtorno mental nessa faixa etária. A exceção
fica por conta dos usuários e dependentes de drogas, que continuarão
sendo assistidos pelo Caps-ad ali na Rua Riachuelo. E por falar em Caps-ad
não posso deixar de registrar sua brilhante participação
na 8? Olímpiada de Serviços Comunitários de Saúde
Mental em São Carlos. Com recorde de participantes a edição
desse ano contou com 57 equipes somando 2.400 atletas das várias
regiões do estado de São Paulo, todos usuários de
Caps, oficinas e ambulatórios de saúde mental. Nosso Caps
II também participou. Mococa foi a todas as edições
dos jogos, desde a primeira em Casa Branca com apenas três equipes,
uma simples gincana proposta por um paciente em assembléia. Mococa
sediou a terceira edição em 2005, quando fomos campeões
com a equipe da Oficina Terapêutica. O evento vem crescendo desde
então e recebendo a atenção de toda a sociedade.
É uma forma de celebrar o dia 18 de maio, Dia Nacional da Luta
Antimanicomial, e os avanços da reforma psiquiátrica. É
dia de festa e consciência. Pois nesse ano Mococa venceu mais uma
vez. A aguerrida equipe do Caps-ad trouxe para cá o troféu
de campeão, que ficará sob sua guarda até o ano que
vem. Em 2012 o evento voltará a ser realizado aqui, quando comemoraremos
os 10 anos do nosso projeto de saúde mental. Até lá
pode ser que se torne nacional, pois o presidente da Câmara de São
Carlos, Lineu Navarro, lançou a idéia. Então, aquela
brincadeira entre pacientes de Casa Branca, Mococa e Santa Rita do Passa
Quatro, pode se tornar uma grande Olimpíada Brasileira de Serviços
Comunitários de Saúde Mental. Em 2012 faremos em Mococa
uma grande festa e uma ampla discussão dos rumos da reforma psiquiátrica
brasileira. Não é possível que depois de todos esses
anos de luta, ainda existam em São Paulo, maus tratos e violência
contra os pacientes mentais. Ainda há locais em que imperam o desrespeito
e a humilhação, cercas eletrificadas, câmeras de vigilância,
cães de guarda, celas fortes. Vinte e sete anos depois que o governador
Franco Montoro, picareta em punho, derrubou as celas fortes do Juqueri,
ainda se constroem lugares sob esta ótica. É preciso estar
atento. Leia
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