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- Paulo Palladini
Casa
de Cultura
Fui com Ana à inauguração da Casa de Cultura Rogério
Cardoso. Gostei do que vi. Casa lotada. Entra e sai de gente. A cidade
estava mesmo precisando de um local eclético para eventos culturais.
As salas podem ser usadas de várias maneiras. No dia da inauguração,
logo à esquerda uma homenagem ao escultor Bruno Giorgi, a quem
Mococa ainda deve o Memorial concebido pelo Professor Paladini, dada sua
importância. Na mesma sala telas de José Coimbra, Euclides
Coimbra, Getúlio Cardozo, uma trinca de artistas plásticos
identificados com a região, cujos temas rurais nos levam à
reflexão sobre a condição humana e política.
José Coimbra também está à espera do merecido
reconhecimento; encostado numa porteira. Uma vitrine de vidro protegia
o violino doado pela família de Rogério. Ele foi o grande
homenageado. Por iniciativa do então vereador Calió, atual
diretor de Cultura do Município, foi inscrito o seu nome no frontispício
da Casa de Cultura. Rogério, todos sabem, foi ator e humorista.
Sua memorável participação no filme Auto da Compadecida,
baseado em obra de Ariano Suassuna, mereceu exibição no
segundo andar, em sala especialmente preparada para ele. Lá estavam
fotos de novelas, seriados, mini-séries. Quem não lembra
de sua atuação na Grande Família? Um painel fotográfico
preparado por Gustavo de Souza Pinto apresentou sua trajetória
ao público. Na sala ao lado Kiko Zamarian exibiu-se, cantando ao
violão suas composições. Incluiu Feitiço e
Águas da Cidade, esta uma espécie de hino informal de Mococa:
“vou imitar a vida de meu pai / vou viver e viver nesse lugar (...)
e eu vou me banhando nas águas do rio Pardo / bebendo as águas
do Canoas”. Ambiente intimista e acolhedor, bom som, boa música.
No fundo do piso superior outra mostra, esta sobre o ciclo do café,
de grande importância econômica e cultural para Mococa e região.
Por onde andava eu carregava duas mudas de ipê amarelo que o Grupo
Ecológico Olho D’ Água distribuiu aos presentes. Vou
plantá-las em frente à minha casa. Mas antes que subíssemos
pela bela escada, logo à direita, um livro estava sendo lançado.
O Poeta, a Rosa e Mil Cartas, romance de Christiano Sensi é baseado
nas mais de mil cartas trocadas durante doze anos pelos seus avós
Luiz e Rosa, desde quando se apaixonaram ainda adolescentes. Na mesma
sala pinturas e desenhos de Maria Tereza Louro. Ao fundo a face política
do evento: presença dos prefeitos Cido Espanha, que começou
a obra e Toni Naufel, que a terminou. A família Cardoso do homenageado.
O deputado federal Sílvio Torres. Políticos de todas a cores
e sabores. Com o calor africano foram servidos sorvetes e bastante água
gelada, além dos discursos. O professor Paladini foi acompanhado
de sua neta Amanda. Falei com Eliana Galvani, Maciel, que me cobrou textos
para Página de Idéias, Jeferson de Freitas, do mais que
centenário A Mococa, o fiel escudeiro Beto Contreras, Prudente,
a quem gosto de chamar de presidente. Fogaça. As Veras Mazieiro
e Pereira dos Santos. Fala rápida com padre Celso, padre Paulo
passando. Mas a festa não estaria completa sem a fúria da
Filarmônica. Salve!
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Paulo Palladini
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