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Carnaval, alegria e vida O
carnaval está nas ruas. Festa eminentemente popular, teve seu brilho
empanado nos últimos anos. A promessa para este ano é a
de um carnaval do povo, a alegria de novo nas praças. Música,
dança exaltação. Pois o carnaval é isso: exaltação
dos sentidos e dos instintos. E sua essência é liberdade.
Os limites do que se pode e do que não se pode fazer no carnaval
são muito elásticos. Há quase que um consenso de
que tudo pode. Uma festa dessa com regulamentação restritiva
não tem sentido. A regra é a espontaneidade, o desregramento,
e é aí que mora o perigo. A exaltação dos
afetos provocada pelo clima, pela música, pela dança e pelas
drogas desperta nas pessoas um verdadeiro estado maníaco, onde
o tempo se acelera. Só importa o presente, sem passado nem futuro;
só o imediato.Tudo se resume a um eterno agora. A euforia toma
conta da consciência, cuja tarefa passa a ser a satisfação
imediata dos desejos. Sem censura. A pessoa é capaz de coisas que
jamais faria em condições normais. Se o desregramento é
a regra não há qualquer tipo de controle. E não há
mesmo. Muitos se protegem disso tudo retirando-se, fugindo do que consideram
o caráter demoníaco da festa. Para esses o carnaval é
uma espécie de trama diabólica. E se retiram para encontros
espirituais, sublimando a energia instintiva, e canalizando-a para outro
tipo de exaltação: a religiosa. Procuram enfatizar o caráter
erótico e violento como fatores intrinsicamente negativos do carnaval,
que estimularia a irresponsabilidade, as perversões, os riscos
descabidos e, principalmente, o afastamento de Deus. Tudo bem. É
um ponto de vista, e como tal deve ser respeitado. De fato os índices
de intoxicação por drogas as mais diversas, violência,
gravidez indesejada e contaminação por doenças sexuais
aumentam bastante nesta época. Há muitos arrependidos nesta
história e muitos outros que nem estão mais aqui para contar.
Mas há, também, os que conseguem fazer do carnaval uma festa
alegre, sem prejudicar ninguém nem perder-se na sua liberdade.,
e faça dele um instrumento de vida e alegria. Leia
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