Sapatada no sistema Paulão Siqueira George W. Bush personifica o sistema. Egoísta, opressor, inculto e feio. Esse é o sistema capitalista, essa é a cara de Bush. Ambos são feios de meter medo. Ao atacá-lo, estamos dando um claro recado ao sistema: Cuidado! Não somos bolinhas de algodão. Somos espinho, e dos brabos. Assim, a sapatada que ele levou do repórter iraquiano Muntazer al Zaidi, quando fazia mais uma visita "chapa branca" ao Iraque, representou uma agressão, mesmo que metafórica ao sistema que Bush incorpora e defende, com unhas e dentes. Claro que a mídia burguesa, representada pelos grandes conglomerados da comunicação tentou minimizar o fato. - Este é seu beijo de despedida, cachorro! Com estas palavras, o repórter "agressor", jogou, além dos próprios calçados, uma pá de cal na chamada "Era Bush". Seu governo termina de forma patética e bizarra. O homem que será marcado ( e lembrado) por gerar insegurança ao mundo, tanto nas questões políticas ( WTC, invasão do Afeganistão, do Iraque, Bin Laden, Al Quaeda etc), como nas questões ambientais (lembram-se do Protocolo de Kyoto? Aquele que foi simplesmente ignorado?). Bush pode ser comparado aos imperadores, que governaram Roma no momento de sua decadência. Uma espécie de Diocleciano, que tomava medidas inócuas, nada produtivas e que redundavam em grandes fracassos. Jogar sapatos em alguém no mundo muçulmano é considerado um insulto dos grandes. Acompanhado da palavra "cachorro", torna-se escárnio absoluto. É certo que o pobre diabo apanhou muito da polícia de seu próprio país. Essa é a maior contradição. Os americanos invadiram sua pátria, bombeiam o petróleo para a América praticamente de graça, bombardearam cidades, humilharam a população, queimaram exemplares do Alcorão, mataram criancinhas e quem apanha é o repórter. Bush ficou com aquela cara de sempre, e ainda fez piada do episódio, dizendo que o sapato era número dez (equivalente ao nosso quarenta e quatro, bico chato). Até um game inspirado nas imagens foi criado a toque-de-caixa e divulgado na Net. Um bilionário saudita já ofereceu US$ 10 milhões pelos pares de sapato atirados em Bush. É, amigo leitor, o mundo globalizado não perde tempo. As pessoas logo querem faturar uma graninha. Este episódio faz lembrar a organização Confeiteiros sem Fronteiras, cujos militantes vivem jogando tortas vagabundas na cara dos figurões. As ações são filmadas e divulgadas na mídia. Impossível não lembrar da antiga série Os Três Patetas, onde essas cenas eram muito comuns. Aliás, pateta é um sinônimo perfeito para muitos políticos. E
são eles que devem colocar as barbas de molho, pois a legião
de descontentes só faz aumentar, neste sistema cruel e excludente,
que visa apenas o lucro. Em todos os lugares há elementos infiltrados,
atentos. Isso serve de aviso até mesmo em Mococa. Os políticos
locais que se cuidem. Governem bem, gastem corretamente o orçamento,
não empreguem parentes, não façam cambalacho, pois
a sapatada pode vir de qualquer lugar, a qualquer hora e não
necessariamente na forma de sapato propriamente dito. |