Sou professor
de arte, pintor e músico. Minha praia é blues, jazz,
rock, MPB. Escrevo matérias sobre artes plásticas e
cinema no Jornal "Veredas". Funcionário municipal
desde 1992, lotado no Departamento de Educação de Mococa,
onde sou designer gráfico das publicações, responsável
pelo site do Departamento e meio que consultor de arte, dando cursos
e palestras sobre arte aos professores da rede municipal de ensino.
Tomei gosto pela pintura aos cinco anos de idade. A fotografia me
deu outro olhar pras tintas, pois é dela que tiro meus temas.
Então,
fotografia pra mim é isso:
Meu olho não é lá muito bom. Atrás de
uma lente, então, pior. Atrás de duas — as de
meus óculos e a da máquina —, não enxergo
nada. Por isso, vou clicando a esmo, procurando olhos azuis em cabeça
de pato, golpes perfeitos no esporte que amo — judô e
natação —, uma gota d´água escorrendo
pelas costas de um nadador, homens, mulheres, aldravas, fazendas antigas,
o corpo em movimento, vida, enfim. Pra mim, fotografia é meio
que espiar o outro. Captura-se a alma do gajo, dizem. Pra quê?
Não sei direito. Mas pode render boas risadas, uma lágrima,
uma crítica mais ácida, um "oh", talvez ...
Minhas máquinas? Duas Canon, uma EOS 10D, e outra 30D, ambas
digitais. Posso ver na hora as porcarias que flagro. Mas nunca apago.
Depois, pago pra ver. Quer dizer, pagava. Agora, com as digitais,
não pago nem apago mais. É isso.