
RENATA
DE ANDRADE EXPÕE EM MOCOCA
por Luiz Antônio Scarparo Maciel
A
artista plástica Renata de Andrade expõe na Casa
da Cultura durante o mês de junho, sua obra "Sem
título, 2011", que são retratos
de família, ampliados e pintados sobre tecidos de diversos
padrões; as texturas são, então, ou pintadas
ou deixadas à mostra, e que se integram aos retratos
formando interessante mescla.
Ao mesmo tempo, uma seleção de retratos constantes
do acervo dos Museus Histórico e Pedagógico "Marquês
de Três Rios" e Museu de Artes Plásticas "Quirino
da Silva", com obras acadêmicas e expressionistas
de grande valor expressivo. O piano de cauda, há pouco
restaurado, foi reinaugurado pela musicista Egle Maria Luz Braga
Zamarian, que tocou
um repertório que integrou música brasileira —
chorinhos — e música clássica.
A
exposição vai até 30 de junho.
Horários
da Casa: de terça a sexta, das 08:00h às 17:00h
RENATA DE
ANDRADE
Renata
de Andrade, artista plástica nascida em Barretos, mudou-se
para Amsterdã em 1988 onde estudou na Academia Rietveld,
formando-se em pintura. Foi contemplada por quatro vezes pela
Fundação Holandesa para Artes Visuais, Design
e Arquitetura, com a bolsa de ajuda financeira por 2 anos, para
desenvolver trabalho com reciclagem de lixo nas artes visuais.
Expõe regularmente tanto na Europa quanto no Brasil,
desde 1995.
sem
título, 2011
Desde
pequena as fotos da família me fascinam. Sempre uma história
trágica ou aventurosa – amor achado, vida perdida,
parentes, amigos, antigos ou novos. Os rostos nas fotos, um
combinado de manchas – as mesmas manchas no foto-jornalismo,
nos documentos – identidades, histórias - máscaras,
na verdade. O ser humano num resumo, sua expressão minimizada,
condensada.
O
retrato documentando uma vida, o momento cristalizado pela técnica,
o objeto – a pintura – assumindo e dominando a cena.
Pintura permanence para mim uma viagem de descobertas –
é esse o meu processo nessa linguagem viva, sedutora
e sensual, mais que possível e mais que plausível.
Dando
continuidade a uma instalação começada
nos meus tempos de academia, aqui apresento uma composição
feita com meu próprio lixo ‘salvaguardado’,
e o lixo inorgânico coletado pelos funcionários
da Casa da Cultura, a meu pedido.
Veja
fotos