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EXPOSIÇÃO E MONÓLGO SOBRE OBRA DE PAGU NA CASA DE CULTURA ROGÉRIO CARDOSO

A Casa de Cultura Rogério Cardoso, tem a honra e satisfação enorme de iniciar suas atividades de 2011, com a exposição MEMÓRIA DE PAGU, ano este que completamos e comemoramos o primeiro ano de sua abertura.

A exposição foi pensada, na apresentação de documentos, fotos, dramaturgia e livro sobre esta mulher irreverente, que hoje está presente em tantas outras, numa época em que as mulheres têm responsabilidades relevantes no desenvolvimento e história de nosso país
Era tratada como Zazá, pela sua família, Rehder, mocoquense, de quem nos orgulhamos muito pela alegria e modo de viver, queridos por todos nós.
Apelidada de Pagu, dado pelo poeta Raul Bopp, autor de Cobra Norato ao dedicar-lhe um poema, imaginando que seu nome fosse Patrícia Goulart e como brincadeira usou as primeiras sílabas de seu nome.
Era uma mulher avançada para os padrões da época, com atitudes extravagantes como fumar na rua, usar blusas transparentes, manter os cabelos bem cortados e eriçados e dizer palavrões.
Com quinze anos de idade, passa a colaborar no Brás Jornal, assinando Patsy, com 18 já está integrada ao movimento antropofágico, de cunho modernista, sob a influência de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral. É logo considerada a musa do movimento. Em 1930, casa-se com Oswald de Andrade, após casamento rompido com Tarsil do Amaral e neste mesmo ano nasce seu primeiro filho, Rudá de Andrade. Os dois se tornam militantes do Partido Comunista. Pagu é presa 23 vezes ao longo de sua vida, iniciada com a participação na organização de uma greve de estivadores em Santos, pela polícia política de Getúlio Vargas. Logo depois de ser solta (1933) partiu para uma viagem pelo mundo, deixando no Brasil o marido Oswald e seu filho. No mesmo ano, publica o romance Parque Industrial, sob o pseudônimo de Mara Lobo. Em 1935, com identidade falsa, na cidade de Paris, é presa e repatriada para o Brasil. Separa-se definitivamente de Oswald, retoma a atividade jornalística, mas é novamente presa e torturada pelas forças da Ditadura, ficando na cadeia por cinco anos. Ao sair da prisão, em 1940, rompe com o Partido Comunista, passando a defender um socialismo de linha trotskista. Integra a redação de A Vanguarda Socialista junto com seu marido Geraldo Ferraz, o crítico de arte Mário Pedrosa, Hilcar Leite e Edmundo Moniz.

Do casamento com Geraldo Ferraz, nasce seu segundo filho, Geraldo Galvão Ferraz, em 18 de junho de 1941. Em viagem à China, Pagu obteve as primeiras sementes de soja que foram introduzidas no Brasil. Ao frequentar a Escola de Arte Dramática de São Paulo, em 1952, leva seus espetáculos a Santos e ligada ao teatro de vanguarda apresenta a sua tradução de A Cantora Careca de Ionesco. Traduziu e dirigiu Fando e Liz de Arrabal, numa montagem amadora onde estreava o jovem artista Plínio Marcos. Passou a residir em Santos onde tem um papel bastante importante como animadora cultural da cidade, se dedicando intensamente ao teatro e incentivo a grupos amadores. Em 1945 lança novo romance, A Famosa Revista, escrito em parceria com Geraldo Ferraz. Tenta, sem sucesso, uma vaga de deputada estadual nas eleições de 1950. Trabalhava ainda como crítica de arte quando viaja a Paris para se submeter a uma cirurgia, acometida de um câncer, sem resultados positivos, decepcionada, Patrícia tenta suicídio, o que não se consuma. Sobre o episódio, ela escreveu no panfleto "Verdade e Liberdade": "Uma bala ficou para trás, entre gazes e lembranças estraçalhadas".

Volta ao Brasil e morre em 12 de dezembro de 1962.

Em 2004 a catadora de papel Selma Morgana Sarti, em Santos, encontrou no lixo uma grande quantidade de fotos e documentos da escritora e do jornalista Geraldo Ferraz, seu último companheiro. Estes fazem parte hoje do arquivo da UNICAMP.
Outra faceta de Pagu é como desenhista e ilustradora. Participou da Revista de Antropofagia, publicada entre 1928 e 1929, entre outras. Recentemente foi publicado o livro Caderno de Croquis de Pagu, com uma coletânea de trabalhos da artista, bem como foi realizada uma exposição de alguns de seus desenhos na Galeria Hermitage.

PROGRAMAÇÃO:

Data: 04/3 - Horário: 20h

.LANÇAMENTO DE LIVRO: Viva Pagu - Fotobiografia de Patrícia Galvão, dos autores Lúcia Maria Teixeira Furlani e Geraldo Galvão Ferraz, com edição da Imprensa Oficial e co-edição da Editora Unisanta.

.EXPOSIÇÃO: Memória de Pagu – documentos e imagens do acervo do Museu Histórico e Pedagógico Dr. Armando de Salles Oliveira.

MESA REDONDA: PAGU: VIDA E OBRA

Participação – Geraldo Galvão Ferraz, Profa. Maria Ondina Niero Naufel, Poeta Getúlio Cardozo, Dr. Paulo Celso Pucciarelli, Wilkie Rehder.

Mediação: Profa. Elenir Burroni

DATA: 10/3 - HORÁRIO: 20h

. APRESENTAÇÃO MONÓLOGO pelo ator Carlos Castilho – (Im) Possível Diálogo – diálogo entre Pagu e Clarice Lispector.

email: Massa

Monólogo