O EDIFÍCIO O edifício onde se instalou a Casa de Cultura Rogério Cardoso foi construído em 1929, projetado pelo arquiteto italiano Lázaro Paroli. Surgiu como um anexo à sede da “Sociedade de Mútuo Socorro Nova Itália”, também conhecida como “Sociedade Italiana Dopo Lavoro”, constituída por cidadãos comuns e trabalhadores italianos. Em 1930, a casa sofre a primeira adaptação em suas dependências para abrigar a escola profissionalizante “Escola Profissional Mixta Francisco Garcia”, que em 1994 passa a fazer parte da FATEC, modelo contemporâneo nessa linha de ensino. A partir de então, o prédio, testemunho de grandes fazeres, símbolo da construção da memória de nossa cidade e da identificação do cidadão mocoquense, pai de inúmeros profissionais, foi esquecido, isolado das novas ações e adaptações do ensino exigidos pela modernidade. Um edifício tão importante para a memória da cidade não poderia ficar à mercê da destruição quando em 2002, através de mobilização de um grupo da sociedade, presidido por Ricardo Pereto leva proposta de recuperação do edifício ao prefeito da época Cido Espanha que assume as intervenções necessárias, contando como parceiros a Gelita Soulth American, o Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa, Associação Comercial e Industrial de Mococa e recursos financeiros disponibilizados pelo Governo Federal. Hoje após concluídas as novas adaptações arquitetônicas, elaboramos para ela novos conceitos voltados às exigências museológicas e em homenagem ao seu ilustre filho passa a se chamar Casa de Cultura Rogério Cardoso. A Casa será o abrigo dos acervos patrimoniais, históricos e artísticos, compatíveis às suas dimensões e valores, acolhendo todos os museus da cidade – Museu Histórico Pedagógico Marquês de Três Rios, Museu de Artes Plásticas Quirino da Silva e Museu de Arte Sacra Iria Josepha, responsáveis pelos acervos compostos de artefatos, importantes testemunhos da história da cidade e do cidadão mocoquense, de exemplares únicos das artes no país além dos sacros que fazem parte da história de nossa cidade, será palco para manifestações produzidas por filhos e netos da cidade, com a missão de se tornar UM ESPAÇO VIVO, DE ENCONTRO, PESQUISA E SABERES, SOBRE O QUE SOMOS, FOMOS E SEREMOS, com o objetivo de coletar, pesquisar, conservar, expor objetos que representam a cultura de um povo, de uma região e de um local. A CASA DE CULTURA ROGÉRIO CARDOSO Sua abertura não poderia acontecer em um dia comum, por isso a escolha dessa data, 7 de março, dia em que Rogério Cardoso nasceu. Nasce
com a missão de fazer um museu e um espaço como acreditamos
que deva ser: dinâmico, a fim de possibilitar um real diálogo
com a comunidade, transformando-se numa instituição viva,
atraente, com alcance direto à população, abrigando
um acervo que representa aspectos históricos, sociais e econômicos
da comunidade, possibilitando assim atender as suas necessidades intelectuais
e criativas. Considerando o nome da casa, o de um artista mocoquense de renome e valor artístico internacional, o personagem e o cidadão terão lugar destacados em uma das salas, com apresentação de documentos referenciais à sua vida e obra, além das atividades literárias, televisivas, teatrais e cinematográficas que demos o nome de “ROLANDO O LERO”. Apresentamos
na sala multimídia o show “ENGRAÇADÍSSIMO”
de João Elyas representando o personagem Salim Muchiba, colega
de Rogério, onde faz também o lançamento do livro
“45 DIAS” de sua autoria. Em outra sala faremos o lançamento do livro: O POETA, A ROSA E MIL CARTAS, de autoria de Christiano Sensi e PAISAGENS, com pinturas e desenhos de autoria de Maria Tereza Louro, netos de Mococa. Com a expectativa de apresentar um museu como deve ser, dinâmico, a fim de possibilitar um real diálogo com a comunidade, transformando-se numa instituição viva, atraente, com alcance direto à população, convidamos a todos a sentir, conviver e experimentar nossas “MEMÓRIAS”.
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