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Fotos por Luiz Antônio Scarparo Maciel
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Massa

BETO GUEDES EMOCIONA PÚBLICO NA AEM
por Ana Maciel

Pertenço a uma geração que curtiu um grupo de jovens que chamava a atenção por suas composições e uma miscelânea de sons e riqueza poética em suas letras e que influenciou muitos jovens e a música popular brasileira, fazendo história. Esse grupo, o Clube da Esquina, um movimento musical nascido da grande amizade entre Milton Nascimento e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô) surgiu nas mágicas Minas Gerais na década de 60 e que depois, a ele foram se juntando outros músicos como Flávio Venturini, Vermelho, Tavinho Moura, Toninho Horta, Beto Guedes e o letrista Fernando Brant. Com o passar dos anos, esses músicos se engajaram em carreira solo e cada um seguiu seu caminho.
Quantos corações não bateram mais forte ao ouvir “quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos...” ou “tudo que move é sagrado e remove as montanhas com todo cuidado, meu amor...” Escrevíamos em cadernos trechos de canções; tinha uma que era a minha favorita: “o medo de amar é o medo de ter de, a todo momento escolher, com acerto e precisão a melhor direção”. Suspirávamos, ao lembrarmos nos paqueras e nos namoricos da adolescência. Era mágico e o poeta da vez era nada menos que Beto Guedes.
Para nós, dessa geração, foi mais que emocionante a noite de ontem, no Calçadão da AEM. O tempo passou, os sonhos não envelheceram e as canções em nossa memória ficaram, sim, e juntos pegamos o trem da história e cantamos o Sal da Terra, música composta em 1981 e que ainda hoje é atual porque diz que “Vamos precisar de todo mundo. Prá banir do mundo a opressão. Para construir a vida nova. Vamos precisar de muito amor”. Precisamos, sim, de amor, de paz, de amizade, de momentos como o de ontem, de encontros. Eu me realizei, porque depois de 20 anos, novamente, na mesma AEM, pude ver e ouvir meu ídolo mais uma vez e ainda ganhar um abraço e um autógrafo, num momento que guardarei para sempre em meu coração.
Com 30 anos de carreira e com 11 discos gravados e participações em outros tantos, Beto Guedes além de multi-instrumentista é um dos músicos mais respeitados do país e no auge dos seus sessenta anos mandou muito bem, encantando e emocionando a nós todos com seu carisma e talento.
Carecemos de momentos como este, de músicos que fizeram história em nossas gerações e nada melhor que vez ou outra estarmos juntos de Beto Guedes, Flávio Venturini, Lô Borges e tantos outros.

Fotos por Luiz Antônio Scarparo Maciel
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