BANDA DOS
FILHINHOS DOS IRMÃOS ESTREIA EM GRANDE ESTILO O
final do ano de 2010 reservava surpresas, para mim. Após anos,
fui, finalmente, convidado para a festa mais disputada de Réveillon
— na casa dos meus queridos amigos Beco e Fernanda —, que
nada mais é que uma revisitação das grandes sessões
musicais regadas a boa comida e bebida, de graça, que o Irmão
Waltinho Rehder promovia em sua casa, quando ela, então, se tornava
um Woodstock mocoquense, recebendo gentes de todas as tribos, em que
seus filhos, Germano — cujos violão e guitarra estavam
sempre à disposição de todos —, Rick, Celo,
Vagnim, Guilherme e Wartin, e mais um monte de convidados, se revezavam
às guitarras, baixos, bateria e outros tantos instrumentos de
percussão, transformados à revelia de seus usos, como
garrafas, copos, caixas de fósforos, caixas torácicas,
bocas, pés. Tudo era musical, todos éramos musicais naquele
dia especial de cada começo de ano. Se
um dia algum historiador quiser fazer um levantamento rigoroso e preciso
da grande vaga heroica da música de Mococa, esta pesquisa terá
de perpassar pela casa dos Rehder. A Banda do Irmão é,
portanto, uma justa homenagem ao Wartim Rehder, o Irmão, que
além de acompanhar todos os voos solos de seus filhos todos,
era um entusiasta da boa vida, da alegria e da confraternização. Mas... como o tempo é implacável! Implacável e generoso, ao mesmo tempo! Qual a minha outra surpresa, que o finalzinho de 2010 e comecinho de ano novo me reservava? Sim, a perpetuação da música também com os filhos dos integrantes da Banda do Irmão. Entre eles, meu filho, João Francisco, aos vocais. Juntamente com André (guitarra), filho do Beco, Nequinho (bateria), filho do Neco e Guga (baixo), filho do Gui Rehder, e mais o Enrico à guitarra solo, formaram uma banda que deriva para o blues e rock, com uma pegada característica dos jovens adolescentes, e com uma energia que já se põe à prova e se mostra boa, pura e que pode render frutos. Foram
duas noites agradáveis. A primeira, na casa do Beco, onde amigos
de longa data se confraternizaram e se uniram na alegria e na bem-aventurança,
e na noite de ontem, n´A
Cachaçaria, onde as duas bandas fizeram a alegria dos que
foram ouvir boa música. Uma noite iluminada, por ver meu filhão,
aos 16 anos, cantando as mesmíssimas músicas que eu sempre
ouvi: os bons e velhos blues! Obrigados,
meus queridos amigos Beco, Gui, Neco, Marim, Rick, Dirsão, Ricardo,
Margá, Débora, Germanim, Vagnim e todos que tornaram possível
esta perpetuação da alegria! Cada um de vocês, representa,
inegavelmente, o espírito do Grande Irmão, Waltinho Rehder!
Ele está vivo no meio de nós! Meu caro Germano, justiças se fazem reconhecendo erros. Não conhecia a história que me conta, neste momento. Ainda assim, perdoe-me o lapso. O Homem é falível. Reconheci a minha falha, reparei-a e sigo, agora, adiante, com o coração leve e cabeça erguida. Minha maior admiração ainda, pela sua vida, obra e pelos frutos que advêm dela! Conheça mais sobre a arte e obra de Germano Rehder acessando: http://germano.weebly.com/ VEJA FOTOS
Fotos:
Luiz Antônio Scarparo Maciel |
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